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Pici, ravioli e limoncello caseiro: o dia que transformou nossa viagem na Toscana

Na foto, Martina Nardi, terceira geração da família do Agriturismo Palazzi del Papa, ministra a cooking class de massas frescas (pici e ravioli) na Val d’Orcia, Toscana.

Abaixo, o texto em audio.

No coração da Val d’Orcia, entre colinas douradas e o silêncio perfumado da Toscana, vivemos uma experiência que transforma qualquer viagem em memória indelével. A aula de culinária no Agriturismo Palazzi del Papa não foi apenas uma atividade turística: foi um mergulho genuíno na vida de uma família que, há três gerações, cultiva a terra, cria animais e preserva receitas antigas. Para o viajante, este tipo de vivência tem um valor inestimável. Em vez de apenas observar a paisagem ou provar pratos em restaurantes, você coloca as mãos na massa — literalmente —, conversa com quem produz o alimento e sente o ritmo lento e autêntico do interior toscano. É assim que uma viagem deixa de ser uma sequência de pontos turísticos e se torna uma transformação pessoal: você volta para casa com o sabor da terra na memória e a certeza de que compreendeu, de verdade, o que significa a Toscana.

Na foto, Marco recheia ravioli frescos com queijo ricota e espinafre durante a cooking class no Agriturismo Palazzi del Papa, na Val d’Orcia, Toscana.

A aula foi conduzida por Martina, terceira geração da família Nardi, com o mesmo carinho e precisão com que a avó e a mãe, Sra. Sabrina, ainda preparam o sugo e as massas. Não foi uma experiência privada — e isso foi um dos maiores prazeres. Dividimos a mesa e as risadas com um grupo simpático da Califórnia, e a troca de histórias tornou tudo ainda mais rico. As aulas podem ser realizadas em inglês ou em italiano, e os preços, bem como as demais experiências oferecidas pela propriedade, estão disponíveis no site da empresa. Aprendemos a fazer dois tipos clássicos de massa fresca. Os **pici**, típicos da Toscana meridional (Val d’Orcia e Val di Chiana), são espaguetes grossos e irregulares feitos apenas com farinha e água, sem ovo. Seu nome deriva do gesto de “appiciare” (colar e rolar a massa com a palma da mão sobre a tábua). São pasta de origem camponesa, robusta, perfeita para sugos intensos, e cada fio sai único — mais grosso no centro, mais fino nas pontas. Em seguida, preparamos **ravioli** recheados com ricota e espinafre. Todos os ingredientes eram de produção própria da fazenda: azeite de oliva puro e dourado, ovos biológicos das galinhas que vivem ali, farinha do trigo cultivado nas terras da propriedade. A aula e o almoço foram acompanhados pelo vinho VillaNova Orcia 2024 DOC, 13,5% vol., elaborado com uvas Sangiovese e Cabernet Sauvignon. Trata-se de um tinto estruturado, de cor intensa e aroma delicado, que deve ser servido entre 16 e 18 °C. O selo DOC (Denominazione di Origine Controllata) garante que o vinho respeita regras rigorosas de produção, origem e tipicidade, protegendo o nome e a qualidade do território da Val d’Orcia.

Na foto, Martina Nardi conduz o tour pela propriedade do Agriturismo Palazzi del Papa, na Val d’Orcia, Toscana, após a cooking class.

Depois da aula, enquanto explorávamos a propriedade, a matriarca Sra. Sabrina finalizavam o sugo e as massas. A tranquilidade do lugar é quase física: o cheiro de terra, de vegetação local, da horta fresca e do gado Chianina — a antiga e imponente raça branca da Val di Chiana, uma das maiores e mais antigas do mundo, tradicionalmente criada em liberdade e hoje famosa pela carne da bistecca alla fiorentina — completa o quadro de uma Toscana autêntica. A mesa de madeira da sala da casa familiar, forrada com toalhas xadrez, irradiava aconchego. A tradição aqui é transmitida de geração em geração. O casarão Palazzi del Papa foi construído nos anos 1930 pelo Marquês Origo no lugar de uma antiga estalagem onde os eminentes eclesiásticos costumavam descansar quando percorriam a Via Francigena. Hoje, a propriedade da família Nardi (Enzo, Sabrina, Martina e Livia) ocupa o centro da Reserva Natural de Lucciola Bella e mantém viva a cultura da mezzadria toscana.

Na foto, a mesa de madeira forrada com toalha xadrez do Agriturismo Palazzi del Papa, na Val d’Orcia, Toscana, com a garrafa do vinho VillaNova Orcia DOC e o azeite de produção própria servidos no almoço após a cooking class.

O almoço tinha gosto de casa de vó: tudo fresco, preparado com as massas que tínhamos acabado de fazer, regado pelo azeite e pelo vinho da própria fazenda. O tiramisu — sobremesa italiana de origem disputada entre o Vêneto e o Friuli-Venezia Giulia, cujo nome significa literalmente “levanta-me” e que combina camadas de biscoitos savoiardi embebidos em café com creme de mascarpone — estava perfeitamente equilibrado no doce e trouxe um frescor bem-vindo num dia ensolarado. Mas o melhor ainda estava por vir. Martina e a Sra. Sabrina nos ofereceram o limoncello caseiro. Esta bebida, um licor tradicional do sul da Itália (especialmente da Costa Amalfitana, Capri e Sicília), feito com cascas de limão maceradas em álcool e açúcar, é normalmente servida bem gelada como digestivo. Na Toscana, onde se espera encontrar vinhos e cervejas artesanais, o limoncello caseiro é um diferencial generoso e surpreendente. Foi a cereja do bolo. Finalizar daquela forma foi simplesmente grandioso — tanto que já pensamos em voltar só para comprar uma garrafa, mesmo sem saber se eles vendem.

Na foto, Sra. Sabrina, Martina Nardi e a avó de Martina posam com Marco no Agriturismo Palazzi del Papa, na Val d’Orcia, Toscana, após a cooking class.

Foi gratificante, diferente e profundamente transformador. Imergir na cultura toscana pela cozinha, sentar à mesa com quem realmente vive a terra e sentir o aconchego familiar de três gerações muda a maneira como se enxerga uma viagem. Quem se permite viver este tipo de experiência não volta o mesmo.

Vem ver a cooking class de massas toscanas que transformou nossa viagem na Val d’Orcia no nosso canal do Youtube.

Pici, ravioli, vinho da fazenda e limoncello caseiro no Agriturismo Palazzi del Papa.

Assista agora no nosso canal e sinta o sabor da Toscana de verdade.

Para maiores informações, acesse o site do Palazzi del Papa

Cooking Class na Toscana

A Toscana que se vive, não só se fotografa

“Toscana autêntica: turista caminhando por uma antiga vila de pedra durante uma experiência de turismo na Itália, longe dos lugares viralizados nas redes sociais.”

Na foto temos um turista caminhando por uma antiga cidade medieval de pedra , na Itália, durante uma experiência n longe dos lugares viralizados nas redes sociais.

Você pode ouvir o texto clicando no play abaixo.

Recentemente tivemos o privilégio de voltar à Toscana, um dos lugares que considero mais incríveis da Itália. No verão, o clima se assemelha bastante ao do nosso Nordeste brasileiro.  

Voltar à Toscana é sempre nostálgico. Meu primeiro contato com a região foi em 2013, durante a lua de mel. Guardo até hoje, bem de perto, Florença, Pisa, Vinci, Siena e Volterra — nas lembrancinhas que trouxemos e nas fotos que imortalizamos.

O desejo de conhecer a região nasceu de um clipe que assisti há anos: “Resta qui”, do tenor Andrea Bocelli. Aquela paisagem bucólica de uma cidade de pedra, o poço no meio da praça e a voz do tenor ecoando em um borgho italiano ficaram gravados na minha mente muito antes de eu vir morar na Itália. Sou totalmente suspeita para falar da Toscana.

Há algumas semanas voltamos para passar as férias e, ao mesmo tempo, fazer algumas filmagens. Queríamos entender como anda o turismo depois do boom nas redes sociais e o que esse excesso de fotos “instagrámáveis” realmente influenciou na vida local.

Em parte nos decepcionamos; em outra, nos alegramos. Vimos jovens empreendedores preparados para receber turistas, imprensa e profissionais de comunicação. Por outro lado, encontramos uma realidade mais fechada, fruto de problemas reais causados por quem chega apenas com a câmera. Muitos profissionais do trade já sabem diferenciar claramente uma empresa de comunicação — que respeita e publiciza o local de forma ética — de um “influenciador” que, por ter milhares de seguidores, acredita que pode invadir propriedades, entrar em lojas sem permissão, desrespeitar pessoas ou barganhar permutas.

O Direto da Itália sempre pagou por suas experiências. Como empresa brasileira de turismo e comunicação, fazemos questão de ser éticos e de passar informações corretas.

Encontramos uma parte do setor cansada de quem fotografa, viraliza e gera prejuízo; de quem não pede autorização e já entra filmando, expondo pessoas sem respeitar a **Lei da Privacy italiana**. Essa legislação, baseada no GDPR (Regolamento UE 2016/679, recebido na Itália pelo D.Lgs. 101/2018) e na Legge sul diritto d’autore (artigos 96 e 97), determina que o retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou usado comercialmente sem consentimento, salvo exceções específicas. Filmar ou fotografar pessoas identificáveis sem autorização, especialmente para redes sociais, pode configurar violação de dados pessoais.

Casal sentado em banco de madeira sob pinheiros contemplando a paisagem das colinas da Toscana em dia ensolarado

Na foto, a Toscana que se vive, não só se fotografa. Momentos reais, longe do excesso de conteúdo das redes sociais.

Aqui se separa bem o trabalho de profissionais da comunicação do de muitos influencers. Análises de relações públicas e comunicação mostram que o profissional costuma ter formação, ética e foco em credibilidade de longo prazo. Já o influencer, em muitos casos, atua principalmente pelo alcance e pelo engajamento imediato. A confusão entre os dois tem gerado atritos reais.

Dados de destinos italianos ilustram o problema. Na Costa Amalfitana, residentes relatam que o excesso de conteúdo em redes sociais transformou vilarejos em “parques temáticos”. Em Veneza, Florença e no Lago de Como, o overtourism amplificado por posts virais elevou aluguéis, reduziu a oferta de moradia e gerou fadiga local. Casos de invasão de propriedades e gravações sem permissão têm aumentado a desconfiança.

Alerta a quem deseja vir à Itália e trabalhar dessa forma: respeite a propriedade privada, peça autorização antes de filmar, não invada espaços, não exponha pessoas sem consentimento e não exija nada de graça. Quem age com ética encontra portas abertas. Quem não o faz, encontra portas fechadas — e com razão.

Visita a fábrica do Mulino Val d'Orcia na Toscana.

Marco Lamb com a guia bilíngue (Inglês e Espanhol) a Sra. Martina Giannetti, durante o tour guiado na fábrica do Mulino Val d’Orcia, Toscana.

Vale reforçar que nosso intuito não é atacar a figura do influenciador. Existem influenciadores sérios e éticos que trabalham com respeito e responsabilidade. Nossa crítica se dirige especificamente àqueles que desrespeitam propriedades, pessoas e as regras locais.

Apesar desses atritos, o que encontramos de melhor na Toscana foram exatamente os produtores que entenderam o valor de uma comunicação ética e verdadeira.  

O Mulino Val d’Orcia (Amadeo Grappi) e a empresa agrícola Nenci (Paolo Nenci) são exemplos nesse campo.

Sr. Amadeo Grappi, proprietário da empresa agrícola Mulino Val d'Orcia.

Na foto, o proprietário do Mulino Val d’Orcia, Sr. Amadeo Grappi, no interior da fábrica.

O Mulino Val d’Orcia oferece ao público um percurso guiado pela fábrica (que pode ser adquirido no site da empresa). O viajante amante de pasta italiana acompanha todo o processo de produção da pasta bio: da seleção dos grãos à técnica de cultivo, armazenamento, maquinário, formatos e tipos de massa, até o produto final — com explicações em italiano, inglês e espanhol. Uma experiência sensacional, que pode terminar (como foi o nosso caso) no restaurante da irmã do proprietário, o Castello di Spedaletto, de Laura. O restaurante fica em um castelo medieval e serve a pasta e os pães que o visitante acabou de ver sendo produzidos — agora com um sabor ainda mais especial por conhecer a origem dos grãos. Ao lado há uma loja charmosa onde é possível adquirir os produtos do Mulino para fazer em casa receitas tipicamente italianas. Tudo o que é servido no restaurante, do vinho à sobremesa, é de produção própria. Simplesmente perfeito: uma experiência completa, da seleção dos grãos à mesa.

Clique na imagem abaixo para acessar o site da empresa Mulino Val d’Orcia.

Sr. Paolo Nenci, proprietário da Empresa Agrícola Nenci, localizada na Toscana em Chiusi.

Na foto, o Sr. Paolo Nenci, proprietário da empresa agrícola Nenci, no espaço de degustação.

A empresa agrícola Nenci também tem seu diferencial. Mesmo sendo menor que as grandes da região, no local das degustações há um espaço exclusivo para quem viaja de motorhome, com infraestrutura completa para estacionar com segurança e degustar um bom vinho acompanhado de tábua de frios de produtores locais e parceiros. O Sr. Paolo Nenci nos contou que a empresa foi fundada pelo avô, hoje com 93 anos, e que as técnicas de cultivo das vinhas mudaram muito ao longo do tempo. A Nenci produz cervejas artesanais, vinhos para diferentes paladares, mel e azeite de oliva. Foi premiada no AgriNext Awards&Conference em Dubai, em 2024, pelo azeite extra virgem (que, infelizmente, estava esgotado e não pudemos provar).

Imagem do premio que a empresa agricola Nenci ganhou em Dubai.

Na foto, o prêmio concedido à empresa agrícola italiana Nenci, em Dubai.

Os pacotes de degustação podem ser reservados no site e têm preços acessíveis e opções variadas. O local é íntimo e menor que os grandes espaços de degustação. O grande diferencial é conversar com quem realmente produz o azeite, o vinho e a cerveja artesanal, entendendo o processo desde a semeadura até o produto final. O Sr. Paolo é pesquisador, busca constantemente diferenciais e fala inglês com fluência. Os acompanhamentos são abundantes, locais e deliciosos por serem frescos. Uma experiência que recomendamos fortemente.

Clique na imagem abaixo para acessar o site da empresa Nenci.

Marco Lamb no restaurante Castello di Spedaletto, de Laura, degustando dos produtos do Mulino Val d'Orcia.

Na foto, Marco Lamb degustando produtos frescos do Mulino Val d’Orcia no Castello di Spedaletto, de Laura.

Concluo dizendo que turismo de experiência de verdade é aquele que não apenas marca uma viagem, mas permanece depois de uma boa conversa com quem produz. É quando se aprende a respeitar a história de cada família e o caminho de cada nova geração.

Nós saimos enriquecidos de alma de cada lugar. Foram experiências maravilhosas!

Aqui vai uma versão mais emocional:

Se a experiência que você viveu não te tocou, não deixou nenhum eco dentro de você, não mudou nem que fosse um detalhe na forma como você enxerga o mundo… então não foi experiência. Foi só passagem.

Porque uma viagem de verdade não se guarda só na memória das fotos. Ela fica na pele, no olhar, no jeito de voltar para casa diferente.

É por isso que insistimos tanto: comunicação e turismo só fazem sentido quando existem respeito e verdade. Só assim o encontro se transforma em algo que permanece.

Fontes consultadas:

– Italy Recording Laws 2025: One-Party Consent, Penalties and GDPR – https://www.recordinglaw.com/world-laws/world-recording-laws/italy-recording-laws/  

– GDPR e fotografia, ecco tutte le regole per non sbagliare – Cyber Security 360 – https://www.cybersecurity360.it/legal/privacy-dati-personali/gdpr-e-fotografia-ecco-tutte-le-regole-per-non-sbagliare/  

– Image Releases in Italy – DANDI – https://www.dandi.media/en/privacy-rights-release/  

– Privacy | Riprese in luoghi pubblici – Soardi Studio Legale – https://www.soardistudiolegale.it/2024/08/24/privacy-riprese-in-luoghi-pubblici-una-guida-completa-tra-diritti-doveri-e-giurisprudenza/  

– The New PR: ‘Influencism’ Versus Journalism – Forbes – https://www.forbes.com/councils/forbescommunicationscouncil/2022/05/25/the-new-pr-influencism-versus-journalism/  

– How Influencer Relations Differ from Public Relations – HMI Marketing – https://hmi.marketing/how-influencer-relations-differ-from-public-relations/  

– Did Influencers ruin the Amalfi Coast? – Vancouver Sun – https://vancouversun.com/travel/did-influencers-ruin-the-amalfi-coast  

– How Mass Tourism Is Swallowing Lake Como – Worldcrunch – https://worldcrunch.com/food-travel/lake-como-overtourism-italy/  

– Negative influencers – The problem of overtourism in Italy – Segmento – https://www.segmento.com.au/post/negative-influencers-the-problem-of-overtourism-in-italy

A Toscana que se vive, não só se fotografa

Direto da Itália faz parte do Connection Amigos do Turismo: uma conexão que nos enche de orgulho

Logo oficial do Connection Amigos do Turismo / foto: Divulgação

Existem conquistas profissionais que vão muito além de um título ou de uma parceria. São momentos que nos fazem olhar para a nossa trajetória e perceber que todo o caminho percorrido valeu a pena.

É com esse sentimento que o Direto da Itália anuncia sua participação no Connection Amigos do Turismo, uma rede que conecta profissionais de diferentes áreas e regiões em torno de uma paixão em comum: o turismo.

O Connection reúne profissionais que vivem o turismo na prática, entre empresários, agentes de viagens, guias, gestores, comunicadores, pesquisadores, professores e especialistas que trabalham diariamente para fortalecer o setor. A proposta da rede é justamente criar conexões, compartilhar conhecimento, abrir oportunidades e valorizar quem faz o turismo acontecer.

Uma conexão especial entre Brasil e Itália

Para nós, essa participação tem um significado ainda maior.

O Direto da Itália é o único representante na Itália a fazer parte dessa rede, o que nos permite levar para dentro do Connection um pouco da nossa experiência vivendo e trabalhando com turismo na Itália e, ao mesmo tempo, aproximar nosso trabalho de profissionais que atuam em diferentes áreas do turismo brasileiro.

É uma ponte que nos deixa especialmente felizes: Brasil e Itália conectados pelo turismo, pela experiência e pelo conhecimento.

Nosso trabalho nasceu justamente desse propósito. Mostrar uma Itália real, rica em cultura, gastronomia, história, vinhos, destinos e experiências, aproximando o viajante brasileiro de tudo aquilo que torna esse país tão especial e agora, essa conexão ganha uma nova dimensão.

Pessoas que fazem o turismo acontecer

Ana Carla Moura, Diretora do Connection Amigos do Turismo/Foto: Divulgação

Uma das coisas que mais nos emociona no Connection é encontrar profissionais com histórias, experiências e conhecimentos tão diferentes.

A rede reúne especialistas, professores, pesquisadores e profissionais que desenvolvem projetos, participam de eventos e compartilham conhecimento por meio de palestras e capacitações. A própria trajetória da fundadora, Ana Carla Moura, está profundamente ligada ao turismo, à hotelaria, à docência, à gestão pública e às políticas públicas de turismo.

Por isso, estar entre essas pessoas representa para nós uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma grande alegria.

Nosso agradecimento

Queremos parabenizar e agradecer Ana Carla Moura, idealizadora do Connection Amigos do Turismo, pela criação de uma rede que entende algo essencial: o turismo é feito de pessoas e, quando essas pessoas se conectam, novas possibilidades surgem e para o Direto da Itália, fazer parte dessa história é uma honra.

Seguiremos levando nossa experiência, nossa paixão pela Itália e nosso compromisso com o turismo para essa rede, enquanto continuamos aprendendo com tantos profissionais que dedicam suas vidas ao desenvolvimento do setor.

Essa é uma nova conexão na nossa caminhada e temos certeza de que muitas outras histórias, projetos e oportunidades ainda nascerão dela.

Direto da Itália e Connection Amigos do Turismo: duas pontas de uma mesma ponte, unidas pelo turismo.

Conheça melhor as redes sociais do Connection Amigos do Turismo

Para conhecer melhor o projeto, seus profissionais, eventos e iniciativas, visite o site oficial do Connection Amigos do Turismo:

Connection Amigos do Turismo – site oficial

Você também pode acompanhar o trabalho da rede pelas redes sociais:

Instagram – @connectionamigosdoturismo

YouTube – Connection Amigos do Turismo

Direto da Itália faz parte do Connection Amigos do Turismo: uma conexão que nos enche de orgulho

Setembro na Itália: por que viajar depois do boom de agosto pode ser uma excelente escolha?

Rose Lucena na igreja central de Varenna no Lago de Como/Arquivo pessoal

Agosto é o mês das grandes férias na Itália. É o período do Ferragosto, das praias cheias, das estradas movimentadas e dos principais destinos turísticos recebendo milhares de visitantes. Para quem tem disponibilidade para escolher quando viajar, porém, existe uma alternativa cada vez mais interessante: setembro.

O mês marca uma transição entre o auge do verão e a chegada do outono, mas está longe de representar o fim da temporada turística. Pelo contrário. Dados e tendências recentes mostram que setembro vem ganhando importância entre os viajantes que procuram uma combinação de clima mais agradável, experiências mais tranquilas e, em alguns casos, melhores oportunidades de preço.

Nós, do Direto da Itália, somos adeptos das férias em setembro justamente por isso. Depois de tantos anos vivendo na Itália e acompanhando o turismo de perto, consideramos esse período uma das melhores alternativas para quem pode fugir do calendário tradicional de agosto.

Setembro não significa fim da temporada

Quem nunca esteve na Itália pode imaginar que, depois de agosto, praias, cidades e atrações começam a esvaziar rapidamente. A realidade é bem diferente.

O terceiro trimestre é tradicionalmente o período mais importante do ano para o turismo italiano. Segundo o ISTAT, o Instituto Nacional de Estatística da Itália, no terceiro trimestre de 2025 as presenças turísticas nos estabelecimentos de hospedagem cresceram 2,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Isso mostra que o movimento turístico permanece forte durante o período que inclui setembro.

E existe uma razão importante para isso: a Itália continua atraindo visitantes internacionais durante praticamente todo o ano. No primeiro trimestre de 2026, o país registrou 23 milhões de chegadas e 71,6 milhões de presenças turísticas, com crescimento de 4,2% nas chegadas e 7,5% nas presenças em relação ao mesmo período de 2025.

ISTAT – dados oficiais sobre o turismo na Itália

Fugir do boom de agosto

A principal vantagem de setembro talvez seja justamente escapar do período de maior concentração turística.

Agosto continua sendo um mês extraordinário para conhecer a Itália, mas também pode significar praias lotadas, trânsito intenso, maior procura por hospedagem e atrações turísticas bastante movimentadas.

Em setembro, a situação começa a mudar e isso não significa encontrar cidades vazias. Roma, Veneza, Florença, Cinque Terre, Costa Amalfitana e outros destinos famosos continuam recebendo visitantes. A diferença está no ritmo e na possibilidade de encontrar uma experiência menos pressionada pelo turismo de massa.

Para quem prefere caminhar pelas cidades, visitar monumentos, conhecer restaurantes ou simplesmente aproveitar uma paisagem sem tanta movimentação, essa diferença pode ser significativa.

O clima também pesa na escolha

Outro argumento importante para escolher setembro é o clima.

Julho e agosto podem apresentar temperaturas muito elevadas em diversas regiões italianas. Para quem pretende passar horas caminhando por cidades históricas, fazendo visitas culturais ou percorrendo pequenas localidades, o calor intenso pode tornar o roteiro mais cansativo.

Em setembro, o verão ainda está presente, principalmente no início do mês e no sul da Itália, mas as temperaturas começam gradualmente a ficar mais confortáveis.

Isso cria uma combinação interessante: ainda é possível aproveitar o mar e atividades ao ar livre, enquanto os passeios culturais podem se tornar mais agradáveis.

Para nós, essa é uma das grandes vantagens de setembro: é possível aproveitar diferentes tipos de viagem no mesmo período.

Uma Itália que continua viva

Setembro também é interessante para quem quer ir além dos destinos tradicionais.

É uma boa época para conhecer cidades menores, explorar áreas rurais, visitar vinícolas e descobrir experiências ligadas à gastronomia italiana. Já para os amantes do vinho, existe ainda um atrativo especial: a vendemmia, período da colheita das uvas em várias regiões produtoras.

Toscana, Piemonte, Vêneto e outras áreas vitivinícolas começam a viver uma fase particularmente interessante do calendário agrícola e gastronômico.

É uma oportunidade de conhecer uma Itália que vai muito além dos grandes monumentos: a Itália dos territórios, dos produtores, das pequenas cidades, dos sabores e das tradições.

E os preços?

Aqui é preciso fazer uma ressalva, já que é comum ouvir que setembro é sempre mais barato do que agosto. Não é uma regra, já que os preços dependem do destino, da hospedagem, da antecedência da reserva, dos eventos e da demanda naquele período.

Entretanto, setembro pode oferecer oportunidades mais competitivas em determinados destinos e serviços, especialmente quando comparado ao auge do Ferragosto.

Por isso, para quem possui flexibilidade, vale pesquisar diferentes datas e comparar tarifas antes de fechar a viagem.

A vantagem de setembro não está necessariamente em encontrar tudo mais barato e sim, em conseguir uma relação mais equilibrada entre clima, movimento, disponibilidade e experiência.

Telhado da Catedral de Duomo em Milão repleta de turistas/Arquivo pessoal

Uma tendência que vai além da Itália

A preferência por viajar fora do pico de verão não é exclusivamente italiana.

A European Travel Commission, entidade que acompanha as tendências do turismo europeu, identificou em 2026 um crescimento da importância dos chamados shoulder months, os meses intermediários entre a alta e a baixa temporada.

Segundo a organização, as reservas para setembro vêm apresentando crescimento significativo na Europa, enquanto preocupações relacionadas ao calor extremo e à superlotação influenciam cada vez mais as escolhas dos viajantes.

European Travel Commission – tendências do turismo europeu em 2026

O cenário faz sentido para a Itália, um dos países europeus mais procurados durante o verão.

Quanto maior a procura pelos destinos italianos, maior também a importância de escolher estrategicamente o período da viagem.

Setembro é uma boa escolha?

Para quem pode escolher as datas, sim.

Setembro não é sinônimo de baixa temporada, nem significa que os principais destinos estarão vazios. Mas pode representar uma alternativa inteligente para quem deseja fugir do boom de agosto e encontrar uma Itália em um ritmo um pouco mais tranquilo.

Nós, do Direto da Itália, somos justamente adeptos desse período.

Gostamos da possibilidade de continuar aproveitando o verão, mas com uma atmosfera diferente. O país começa a desacelerar depois do grande movimento de agosto, enquanto novas experiências começam a aparecer no horizonte do outono.

E existe ainda uma vantagem que não aparece nas estatísticas: viajar em setembro permite olhar para a Itália com mais calma.

Porque conhecer a Itália não é apenas marcar pontos no mapa.

É caminhar, observar, provar, conversar, descobrir e ter tempo para viver o lugar.

Se você tem flexibilidade para escolher quando viajar, talvez não precise disputar espaço com milhões de pessoas em agosto.

Talvez algumas semanas depois esteja a Itália que você realmente queria conhecer.

Setembro na Itália: por que viajar depois do boom de agosto pode ser uma excelente escolha?

Por que os lagos italianos se tornaram protagonistas do turismo na Itália em 2026?

Vista para o Lago de Como da aldeia de Varenna na Itália/Arquivo pessoal

Durante muito tempo, quando se falava em uma viagem para a Itália, os primeiros destinos que vinham à mente eram Roma, Veneza e as famosas cidades da Toscana. Em 2026, porém, outro cenário vem conquistando cada vez mais espaço entre os viajantes: os lagos italianos.

Do Lago di Garda ao Lago di Como, passando pelo Lago Maggiore e por destinos menos conhecidos, o turismo lacustre ganhou força e se tornou uma das tendências mais interessantes do turismo italiano.

Mas por que os lagos estão atraindo tantos visitantes?

A resposta está em uma combinação que a Itália sabe oferecer como poucos países: paisagens impressionantes, cidades históricas, gastronomia, atividades ao ar livre e uma experiência de viagem que pode ser, ao mesmo tempo, sofisticada e tranquila.

O turismo nos lagos italianos está em crescimento

O interesse é que os destinos lacustres não surgiram por acaso.

Dados oficiais do ISTAT, o Instituto Nacional de Estatística da Itália, mostram a importância internacional desse segmento. Em 2024, os municípios italianos classificados como destinos de turismo lacustre registraram mais de 18,7 milhões de presenças turísticas, e os visitantes estrangeiros representaram 82,2% desse total. Isso demonstra como os lagos italianos possuem uma forte capacidade de atrair viajantes internacionais.

Além disso, o turismo na Itália continuou crescendo em 2026. Segundo o Instituto citado acima, no primeiro trimestre do ano, as presenças turísticas cresceram 7,5% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente pelo aumento da presença de turistas estrangeiros.

Esse crescimento ajuda a explicar por que destinos que oferecem experiências diferentes das grandes cidades estão ganhando cada vez mais atenção.

Fonte oficial:

ISTAT – Fluxos turísticos na Itália em 2026

ISTAT – Turismo na Itália e destinos lacustres

Lago di Garda e Lago di Como estão entre os grandes protagonistas

Entre os lagos mais conhecidos, dois nomes se destacam: Lago di Garda e Lago di Como.

O Lago di Garda, o maior lago da Itália, oferece uma grande variedade de experiências. É possível encontrar pequenas cidades históricas, praias, atividades esportivas, parques, gastronomia e vinhos. Essa diversidade permite que o destino atraia casais, famílias e viajantes interessados em turismo ao ar livre.

Já o Lago di Como se tornou mundialmente conhecido por suas paisagens, vilas históricas e hotéis sofisticados. Mas o destino não é procurado apenas pelo turismo de luxo. Muitas pessoas visitam a região para conhecer cidades como Bellagio, Varenna e Como, utilizar os barcos que conectam diferentes localidades e descobrir uma Itália marcada pela beleza natural.

Clique aqui para assistir aos vídeos de Varenna e Bellagio em nosso canal no YouTube:

Em 2026, a procura pelos destinos lacustres do Norte da Itália também aparece como um dos sinais mais claros da força desse segmento, especialmente com a presença crescente de visitantes estrangeiros.

Os viajantes estão procurando experiências mais completas

Uma das razões para o crescimento do turismo nos lagos italianos é a mudança no comportamento dos viajantes.

Hoje, muitas pessoas não procuram apenas visitar monumentos ou tirar fotografias diante dos pontos turísticos mais famosos. Existe um interesse crescente por viagens que ofereçam mais contato com a natureza, gastronomia local e experiências ao ar livre.

Nos lagos italianos, é possível reunir tudo isso em uma única viagem.

O visitante pode passar a manhã conhecendo um centro histórico, almoçar em um restaurante com produtos regionais, fazer um passeio de barco durante a tarde e terminar o dia em uma pequena aldeia de pescadores à beira do lago.

Essa diversidade é uma das grandes vantagens do turismo lacustre.

Vista da o Lago de Como de Varenna da Villa Cipressi/Arquivo pessoal

Uma alternativa às grandes cidades mais movimentadas

Outro aspecto que ajuda a explicar essa tendência é o desejo dos viajantes de conhecer uma Itália diferente dos roteiros turísticos mais tradicionais.

Os destinos mais tradicionais continuam sendo escolhas extraordinárias e fundamentais, especialmente para quem visita a Itália pela primeira vez. No entanto, muitos viajantes estão buscando novas experiências e alternativas para ampliar o roteiro pelo país e os lagos permitem conhecer outra face do país.

O Lago Maggiore, por exemplo, combina paisagens naturais, jardins e cidades elegantes. O Lago d’Iseo oferece uma atmosfera diferente e pode ser uma alternativa interessante para quem deseja explorar destinos menos conhecidos. Já outros lagos italianos proporcionam experiências mais tranquilas e próximas da natureza.

Isso não significa que os lagos estejam livres do turismo intenso. Pelo contrário: alguns destes destinos também enfrentam períodos de grande movimento. A diferença é que o viajante pode encontrar mais possibilidades para criar roteiros personalizados.

Os lagos não são apenas destinos de verão

Embora o verão continue sendo uma das épocas mais procuradas, os lagos italianos oferecem experiências que podem vir a ser interessantes durante outras estações para o viajante.

Na primavera, as paisagens começam a ganhar cores e o clima costuma ser agradável para passeios inclusive de bicicleta.

No outono, muitas regiões oferecem experiências ligadas à gastronomia, aos vinhos e às tradições locais.

Viajar fora da alta temporada também pode permitir uma experiência diferente, com menor movimento em determinados períodos. No entanto, é sempre importante verificar o funcionamento de hotéis, restaurantes, barcos, o tempo, e atrações antes de organizar a viagem.

O que explica o sucesso dos lagos italianos em 2026?

Os lagos italianos se tornaram protagonistas porque oferecem exatamente o que muitos viajantes procuram atualmente: paisagens naturais, cidades históricas, gastronomia italiana, experiências ao ar livre, passeios de barco, hotéis e opções variadas de hospedagem, além de destinos sofisticados ou mais tranquilos e diferentes possibilidades para que cada viajante monte o seu próprio roteiro.

A força do turismo internacional também é um fator importante. O número de visitantes estrangeiros continua crescendo na Itália, e os destinos lacustres apresentam uma presença internacional particularmente relevante nos dados oficiais, como vimos no início desta matéria.

Vale a pena incluir um lago italiano no roteiro?

Para quem está planejando uma viagem à Itália, a resposta é simples: tudo depende do seu estilo de viagem, mas incluir um dos lagos italianos no roteiro pode valer muito a pena.

Quem procura luxo e paisagens famosas pode se encantar com o Lago di Como. Quem deseja uma maior variedade de atividades pode encontrar no Lago di Garda uma excelente opção. Já quem busca uma experiência elegante e cultural pode explorar o Lago Maggiore. E aqueles que desejam fugir dos roteiros mais tradicionais podem descobrir lagos menores e cidades menos conhecidas. Em resumo, a Itália oferece lagos para todos os gostos e diferentes tipos de experiências.

Em 2026, os lagos italianos deixaram ainda mais claro que a Itália vai muito além das grandes cidades e dos cartões-postais mais famosos, como sempre destacamos por aqui.

Talvez seja justamente essa a razão de seu sucesso: nos lagos, o viajante encontra uma combinação de paisagens, cultura, gastronomia e tempo para descobrir uma Itália diferente.

E essa Itália continuará surpreendendo todos aqueles que decidirem olhar além dos destinos mais conhecidos.

Por que os lagos italianos se tornaram protagonistas do turismo na Itália em 2026?

A Itália está ficando lotada demais? O que o turista precisa saber antes de viajar em 2026

Rose Lucena em um campo de girassóis na Toscana. Foto: Arquivo pessoal/Direto da Itália.

A Itália continua entre os destinos mais desejados pelos viajantes. E os números de 2026 deixam isso bastante claro.

Somente em julho, o país registrou 4,4% mais pernoites turísticos do que no mesmo mês de 2025. As chegadas também cresceram 4,5%, com destaque para os visitantes estrangeiros. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Turismo da Itália.

Segundo o ISTAT, instituto oficial de estatísticas da Itália, o primeiro trimestre de 2026 registrou 23 milhões de chegadas e 71,6 milhões de pernoites, com aumentos de 4,2% e 7,5%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números mostram que o interesse pela Itália continua forte, especialmente entre os viajantes estrangeiros.

Mas existe um detalhe que merece a atenção de quem está planejando uma viagem em 2026.

Alguns dos destinos mais famosos do país estão começando a sentir os efeitos dessa enorme procura. Em determinados lugares, o número de visitantes já é tão grande que autoridades locais estão adotando novas regras para organizar o turismo e proteger o patrimônio e a vida dos moradores.

Isso significa que a Itália está “lotada”? Não necessariamente.

O problema está principalmente na concentração de turistas em determinados lugares, muitas vezes nos mesmos horários e durante os mesmos períodos do ano e entender isso pode fazer uma grande diferença na sua próxima viagem.

O problema está nos destinos mais disputados

Imagine uma pequena cidade, uma rua estreita ou um mirante que, durante anos, recebeu um número relativamente pequeno de visitantes. Em pouco tempo, uma fotografia daquele lugar viraliza nas redes sociais.

De repente, milhares de pessoas querem conhecer exatamente o mesmo ponto, tirar a mesma fotografia e voltar para casa.

As Dolomitas são um bom exemplo dessa transformação. A Reuters mostrou como a popularidade nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok, vem aumentando a pressão sobre algumas áreas da região, provocando congestionamentos, desgaste de trilhas e pressão sobre a infraestrutura local.

O problema não é o turista que chega, aprecia a paisagem e segue seu caminho.

O desafio aparece quando uma localidade pequena precisa receber diariamente uma quantidade de pessoas muito superior à sua estrutura.

Por isso, algumas medidas que parecem restritivas à primeira vista têm, na verdade, o objetivo de preservar esses lugares.

O Corriere della Sera, na seção de viagens, explica que destinos turísticos estão adotando diferentes medidas para combater o chamado overtourism, incluindo limites, reservas e regras específicas para determinados grupos.

Em Capri, por exemplo, os grupos turísticos organizados passaram a ter regras específicas para controlar seu tamanho e o uso de equipamentos de áudio. Já Veneza também possui seu sistema de acesso para determinados visitantes, enquanto outras cidades e áreas turísticas estão adotando medidas próprias.

Isso não significa que o turista não seja bem-vindo. Significa que a Itália está tentando encontrar uma maneira de continuar recebendo visitantes sem transformar seus lugares mais frágeis em grandes corredores turísticos.

Ainda vale a pena conhecer os lugares famosos?

A resposta é sim. E, se você sonha em conhecer o Lago de Como, visitar Florença e Roma, conhecer Capri ou admirar as Dolomitas, não precisa abandonar o seu sonho por causa do turismo de massa.

A questão é como você organiza a viagem, já que um dos maiores erros é montar um roteiro inteiro pensando apenas nos pontos turísticos mais famosos e tentar conhecer todos eles nos horários de maior movimento.

Nesse caso, uma pequena mudança pode melhorar muito a experiência. Por exemplo: em vez de chegar a um destino famoso ao meio-dia, quando excursões e grupos turísticos estão chegando, considere começar o passeio mais cedo e, se possível, passe uma noite no próprio destino. Isso permitirá que você conheça o lugar no início da manhã ou no final da tarde, quando muitos visitantes que fazem apenas um passeio de algumas horas já foram embora.

Outra possibilidade é escolher períodos menos concorridos, sempre levando em consideração o clima, os horários de funcionamento das atrações e o tipo de experiência que você procura.

A ideia não é deixar de conhecer aquilo que você sonhou. É simplesmente viajar com mais planejamento.

Rose Lucena em Vinci, na Toscana, terra de Leonardo da Vinci. Foto: Arquivo pessoal/Direto da Itália.

Existe uma Itália muito além dos cartões-postais

E aqui está uma das melhores notícias para quem pretende viajar pelo país: a Itália possui uma quantidade enorme de cidades pequenas, vilarejos, áreas rurais, regiões vinícolas, lagos, montanhas e destinos que ainda não fazem parte do roteiro da maioria dos turistas estrangeiros.

Os dados mais recentes do Ministério do Turismo italiano mostram justamente uma tendência interessante: os pequenos municípios também estão crescendo no turismo. No primeiro semestre de 2026, algumas das maiores altas nas pernoites foram registradas na Calabria, no Abruzzo e no Piemonte. Isso mostra que o turismo italiano não está crescendo somente nas grandes cidades e revela uma excelente oportunidade para quem está planejando uma viagem.

Você não precisa abandonar Roma, Veneza ou Florença. Pode simplesmente acrescentar uma Itália diferente ao seu roteiro: uma pequena cidade, uma região produtora de vinho, um restaurante familiar, uma paisagem que não aparece em todos os guias turísticos ou até mesmo uma viagem de trem para uma cidade que você nunca tinha considerado.

Muitas vezes, são justamente esses momentos que acabam se transformando nas melhores lembranças da viagem.

Como viajar melhor pela Itália em 2026?

Se você está planejando viajar para a Itália, algumas atitudes simples podem evitar dores de cabeça.

Pesquise antes de chegar, já que as regras não são iguais em todas as cidades. Um destino pode ter cobrança de acesso, outro pode exigir reserva e outro pode impor regras específicas para grupos ou determinados espaços.

Reserve com antecedência aquilo que realmente importa. Museus, monumentos, atrações muito procuradas e alguns passeios podem ter horários limitados ou grande procura, principalmente durante o verão.

Evite concentrar tudo no horário de maior movimento. Começar o dia mais cedo pode fazer uma diferença enorme.

Não monte seu roteiro somente pelo Instagram ou TikTok, já que uma fotografia viral pode transformar um lugar tranquilo em um dos pontos mais movimentados da região.

Considere dormir nos destinos mais procurados, pois, em alguns casos, passar uma noite pode proporcionar uma experiência completamente diferente de chegar, tirar algumas fotos e ir embora poucas horas depois.

E, principalmente, deixe algum espaço para descobrir a Itália sem pressa.

O turismo italiano continua crescendo. Em julho de 2026, por exemplo, o Ministério do Turismo registrou mais de 4 milhões de pernoites adicionais em comparação com julho de 2025. A ocupação dos meios de hospedagem também permaneceu elevada durante o verão, especialmente na semana do Ferragosto.

Isso significa que o planejamento será cada vez mais importante.

A Itália não precisa de menos turistas. Precisa de um turismo melhor distribuído

Talvez essa seja a melhor maneira de entender o que está acontecendo, já que o país vive um momento de forte crescimento turístico. Neste caso, o que muda é a percepção de que alguns lugares simplesmente não conseguem receber um número cada vez maior de visitantes da mesma maneira que recebiam no passado. Para quem viaja, isso pode parecer uma dificuldade, mas também pode ser uma oportunidade.

Talvez você descubra que a Itália mais interessante não está necessariamente naquele lugar que aparece todos os dias nas redes sociais, como falamos anteriormente. Ela pode ser encontrada na simplicidade de uma pequena praça, em uma estrada cercada por vinhedos, em um almoço demorado em uma osteria rústica, em uma conversa com um morador local que sempre tem uma história para contar ou em um borgo italiano onde quase ninguém do seu grupo de amigos esteve.

Os grandes cartões-postais continuam lá e certamente merecem ser conhecidos, mas a Itália é muito maior do que eles.

E, em 2026, viajar bem pelo país talvez signifique justamente isso: conhecer os lugares que você sempre sonhou visitar, mas também permitir-se descobrir aqueles que ainda não estavam no seu roteiro, viver uma experiência diferente e sair transformado.

Essa pode ser a diferença entre simplesmente conhecer a Itália e realmente viver uma experiência italiana.

Permita-se viver!

Fotos: Divulgacão | Direto da Itália

A Itália está ficando lotada demais? O que o turista precisa saber antes de viajar em 2026