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A Itália está ficando lotada demais? O que o turista precisa saber antes de viajar em 2026

Rose Lucena em um campo de girassóis na Toscana. Foto: Arquivo pessoal/Direto da Itália.

A Itália continua entre os destinos mais desejados pelos viajantes. E os números de 2026 deixam isso bastante claro.

Somente em julho, o país registrou 4,4% mais pernoites turísticos do que no mesmo mês de 2025. As chegadas também cresceram 4,5%, com destaque para os visitantes estrangeiros. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Turismo da Itália.

Segundo o ISTAT, instituto oficial de estatísticas da Itália, o primeiro trimestre de 2026 registrou 23 milhões de chegadas e 71,6 milhões de pernoites, com aumentos de 4,2% e 7,5%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números mostram que o interesse pela Itália continua forte, especialmente entre os viajantes estrangeiros.

Mas existe um detalhe que merece a atenção de quem está planejando uma viagem em 2026.

Alguns dos destinos mais famosos do país estão começando a sentir os efeitos dessa enorme procura. Em determinados lugares, o número de visitantes já é tão grande que autoridades locais estão adotando novas regras para organizar o turismo e proteger o patrimônio e a vida dos moradores.

Isso significa que a Itália está “lotada”? Não necessariamente.

O problema está principalmente na concentração de turistas em determinados lugares, muitas vezes nos mesmos horários e durante os mesmos períodos do ano e entender isso pode fazer uma grande diferença na sua próxima viagem.

O problema está nos destinos mais disputados

Imagine uma pequena cidade, uma rua estreita ou um mirante que, durante anos, recebeu um número relativamente pequeno de visitantes. Em pouco tempo, uma fotografia daquele lugar viraliza nas redes sociais.

De repente, milhares de pessoas querem conhecer exatamente o mesmo ponto, tirar a mesma fotografia e voltar para casa.

As Dolomitas são um bom exemplo dessa transformação. A Reuters mostrou como a popularidade nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok, vem aumentando a pressão sobre algumas áreas da região, provocando congestionamentos, desgaste de trilhas e pressão sobre a infraestrutura local.

O problema não é o turista que chega, aprecia a paisagem e segue seu caminho.

O desafio aparece quando uma localidade pequena precisa receber diariamente uma quantidade de pessoas muito superior à sua estrutura.

Por isso, algumas medidas que parecem restritivas à primeira vista têm, na verdade, o objetivo de preservar esses lugares.

O Corriere della Sera, na seção de viagens, explica que destinos turísticos estão adotando diferentes medidas para combater o chamado overtourism, incluindo limites, reservas e regras específicas para determinados grupos.

Em Capri, por exemplo, os grupos turísticos organizados passaram a ter regras específicas para controlar seu tamanho e o uso de equipamentos de áudio. Já Veneza também possui seu sistema de acesso para determinados visitantes, enquanto outras cidades e áreas turísticas estão adotando medidas próprias.

Isso não significa que o turista não seja bem-vindo. Significa que a Itália está tentando encontrar uma maneira de continuar recebendo visitantes sem transformar seus lugares mais frágeis em grandes corredores turísticos.

Ainda vale a pena conhecer os lugares famosos?

A resposta é sim. E, se você sonha em conhecer o Lago de Como, visitar Florença e Roma, conhecer Capri ou admirar as Dolomitas, não precisa abandonar o seu sonho por causa do turismo de massa.

A questão é como você organiza a viagem, já que um dos maiores erros é montar um roteiro inteiro pensando apenas nos pontos turísticos mais famosos e tentar conhecer todos eles nos horários de maior movimento.

Nesse caso, uma pequena mudança pode melhorar muito a experiência. Por exemplo: em vez de chegar a um destino famoso ao meio-dia, quando excursões e grupos turísticos estão chegando, considere começar o passeio mais cedo e, se possível, passe uma noite no próprio destino. Isso permitirá que você conheça o lugar no início da manhã ou no final da tarde, quando muitos visitantes que fazem apenas um passeio de algumas horas já foram embora.

Outra possibilidade é escolher períodos menos concorridos, sempre levando em consideração o clima, os horários de funcionamento das atrações e o tipo de experiência que você procura.

A ideia não é deixar de conhecer aquilo que você sonhou. É simplesmente viajar com mais planejamento.

Rose Lucena em Vinci, na Toscana, terra de Leonardo da Vinci. Foto: Arquivo pessoal/Direto da Itália.

Existe uma Itália muito além dos cartões-postais

E aqui está uma das melhores notícias para quem pretende viajar pelo país: a Itália possui uma quantidade enorme de cidades pequenas, vilarejos, áreas rurais, regiões vinícolas, lagos, montanhas e destinos que ainda não fazem parte do roteiro da maioria dos turistas estrangeiros.

Os dados mais recentes do Ministério do Turismo italiano mostram justamente uma tendência interessante: os pequenos municípios também estão crescendo no turismo. No primeiro semestre de 2026, algumas das maiores altas nas pernoites foram registradas na Calabria, no Abruzzo e no Piemonte. Isso mostra que o turismo italiano não está crescendo somente nas grandes cidades e revela uma excelente oportunidade para quem está planejando uma viagem.

Você não precisa abandonar Roma, Veneza ou Florença. Pode simplesmente acrescentar uma Itália diferente ao seu roteiro: uma pequena cidade, uma região produtora de vinho, um restaurante familiar, uma paisagem que não aparece em todos os guias turísticos ou até mesmo uma viagem de trem para uma cidade que você nunca tinha considerado.

Muitas vezes, são justamente esses momentos que acabam se transformando nas melhores lembranças da viagem.

Como viajar melhor pela Itália em 2026?

Se você está planejando viajar para a Itália, algumas atitudes simples podem evitar dores de cabeça.

Pesquise antes de chegar, já que as regras não são iguais em todas as cidades. Um destino pode ter cobrança de acesso, outro pode exigir reserva e outro pode impor regras específicas para grupos ou determinados espaços.

Reserve com antecedência aquilo que realmente importa. Museus, monumentos, atrações muito procuradas e alguns passeios podem ter horários limitados ou grande procura, principalmente durante o verão.

Evite concentrar tudo no horário de maior movimento. Começar o dia mais cedo pode fazer uma diferença enorme.

Não monte seu roteiro somente pelo Instagram ou TikTok, já que uma fotografia viral pode transformar um lugar tranquilo em um dos pontos mais movimentados da região.

Considere dormir nos destinos mais procurados, pois, em alguns casos, passar uma noite pode proporcionar uma experiência completamente diferente de chegar, tirar algumas fotos e ir embora poucas horas depois.

E, principalmente, deixe algum espaço para descobrir a Itália sem pressa.

O turismo italiano continua crescendo. Em julho de 2026, por exemplo, o Ministério do Turismo registrou mais de 4 milhões de pernoites adicionais em comparação com julho de 2025. A ocupação dos meios de hospedagem também permaneceu elevada durante o verão, especialmente na semana do Ferragosto.

Isso significa que o planejamento será cada vez mais importante.

A Itália não precisa de menos turistas. Precisa de um turismo melhor distribuído

Talvez essa seja a melhor maneira de entender o que está acontecendo, já que o país vive um momento de forte crescimento turístico. Neste caso, o que muda é a percepção de que alguns lugares simplesmente não conseguem receber um número cada vez maior de visitantes da mesma maneira que recebiam no passado. Para quem viaja, isso pode parecer uma dificuldade, mas também pode ser uma oportunidade.

Talvez você descubra que a Itália mais interessante não está necessariamente naquele lugar que aparece todos os dias nas redes sociais, como falamos anteriormente. Ela pode ser encontrada na simplicidade de uma pequena praça, em uma estrada cercada por vinhedos, em um almoço demorado em uma osteria rústica, em uma conversa com um morador local que sempre tem uma história para contar ou em um borgo italiano onde quase ninguém do seu grupo de amigos esteve.

Os grandes cartões-postais continuam lá e certamente merecem ser conhecidos, mas a Itália é muito maior do que eles.

E, em 2026, viajar bem pelo país talvez signifique justamente isso: conhecer os lugares que você sempre sonhou visitar, mas também permitir-se descobrir aqueles que ainda não estavam no seu roteiro, viver uma experiência diferente e sair transformado.

Essa pode ser a diferença entre simplesmente conhecer a Itália e realmente viver uma experiência italiana.

Permita-se viver!

Fotos: Divulgacão | Direto da Itália

A Itália está ficando lotada demais? O que o turista precisa saber antes de viajar em 2026

Foto: Divulgação | Direto da Itália – Lago de Braies

Talvez você já tenha imaginado sua viagem à Itália muitas vezes.

Uma fotografia diante do Coliseu, uma caminhada pelas ruas de Veneza, a Ponte Vecchio, em Florença, uma praça histórica, uma fonte famosa, uma paisagem que parece ter saído de um cartão-postal. E, sinceramente, não há nada de errado nisso.

Roma continua sendo Roma, Veneza continua fascinante e Florença continua guardando alguns dos maiores tesouros da arte mundial.

Mas existe uma pergunta que começa a fazer cada vez mais sentido para quem pensa em viajar pela Itália:

E se a experiência que você procura estiver justamente em outras cidades que nem sequer aparecem nos roteiros turísticos convencionais?

É nesse ponto que entra uma palavra que talvez você ainda não tenha ouvido muito: undertourism.

O conceito vem ganhando espaço no turismo italiano nos últimos anos e ajuda a explicar uma mudança interessante no comportamento dos viajantes: a procura por lugares menos congestionados, experiências mais próximas da cultura local e destinos que, muitas vezes, ficam fora dos roteiros mais tradicionais.

E o mais interessante é que essa mudança não acontece apenas no discurso.

Dados recentes mostram que os pequenos municípios italianos podem ter um papel cada vez maio

O que é undertourism?

De maneira simples, undertourism é a procura por destinos menos disputados pelo turismo de massa.

Em vez de concentrar toda a viagem nas cidades e atrações mais famosas, o viajante também começa a olhar para pequenos municípios, cidades menores, áreas rurais, regiões montanhosas e territórios onde a experiência turística está mais ligada à vida cotidiana.

Entretanto, há uma diferença importante. Undertourism não significa simplesmente procurar um lugar vazio.

A ideia é se aproximar do lugar, das pessoas e das histórias que fazem parte dele. É conhecer um produtor de vinho, entrar em uma pequena oficina artesanal, provar uma receita tradicional preparada por quem vive naquela região, caminhar por um borgo histórico ou simplesmente passar alguns dias em uma cidade pequena, sem a sensação de estar correndo de uma atração para outra.

É desacelerar. É menos sobre “onde ninguém está” e mais sobre “o que posso viver e levar de transformador daqui?”

E talvez seja justamente isso que esteja tornando essa tendência, na Itália, tão interessante.

Foto: Divulgação | Direto da Itália


O turista está procurando uma Itália diferente?

Um levantamento divulgado pela Confartigianato em agosto de 2026 aponta que 21,3% dos turistas demonstram preferência por experiências de viagem longe das áreas mais movimentadas e por destinos menores, mostrando também interesse pelo artesanato, pelas empresas e pelas produções locais. (Confartigianato Imprese)

O número chama atenção porque mostra que o interesse por esse tipo de viagem já representa uma parcela relevante dos viajantes. E aqui existe algo que vale a pena observar: talvez o turista não esteja deixando de gostar dos grandes destinos. Ele simplesmente esteja começando a perceber que a Itália não termina nos lugares que aparecem primeiro nas pesquisas na internet ou nas fotografias mais compartilhadas nas redes sociais.

A Itália que ganha destaque nas redes é apenas uma parte de um país com uma história milenar. Por trás dela, existe uma outra Itália, formada por pequenas cidades, comunidades locais com grande potencial turístico, produtores, artesãos, restaurantes familiares que preservam tradições, paisagens rurais, montanhas, vinhedos e costumes que continuam fazendo parte da vida cotidiana do país.

É essa Itália que o undertourism ajuda a colocar em evidência — e que nós, particularmente, tanto apreciamos.

Pequenos municípios: uma força que muita gente ainda não percebeu

Em janeiro de 2026, uma análise do instituto Demoskopika, divulgada pela ANSA, estimou que mais de 2.600 pequenos municípios italianos com vocação turística poderiam registrar mais de 21,3 milhões de chegadas e cerca de 79,9 milhões de presenças ao longo do ano. (ANSA.it)

As estimativas representavam um crescimento de 5,3% nas chegadas e 6,9% nas presenças em relação a 2025, com uma permanência média estimada em 3,7 dias. (Demoskopika)

Mas há um dado ainda mais interessante para entender a dimensão desse movimento. Quando considerados em conjunto, esses pequenos municípios poderiam alcançar volumes de turismo comparáveis aos registrados por cinco grandes cidades italianas muito conhecidas: Verona, Veneza, Florença, Roma e Nápoles. (Demoskopika)

Isso não significa, evidentemente, que uma pequena cidade italiana, individualmente, receba o mesmo número de visitantes que Roma ou Veneza. A comparação considera o conjunto desses pequenos municípios.

E é justamente aí que está a surpresa: o turismo fora dos grandes centros está longe de ser pequeno quando olhamos para ele como um todo.

Então estamos diante de uma nova Veneza?

Não. E seria um erro interpretar o undertourism dessa maneira, já que a proposta não é transformar pequenos municípios em novas versões das cidades que já sofrem com grandes concentrações de visitantes.

Aliás, isso acabaria reproduzindo o mesmo problema em outro lugar. A grande oportunidade está justamente em fazer diferente, distribuindo os fluxos turísticos pelo território de maneira mais equilibrada e permitindo que os benefícios cheguem também às comunidades que tradicionalmente ficam fora dos principais circuitos.

Isso pode significar mais movimento para restaurantes, hospedagens, produtores, lojas, artesãos, guias e pequenos negócios. Mas existe também outro aspecto que não aparece apenas nos números: a experiência do viajante e a maneira como ele passa a perceber e se relacionar com o lugar que visita.

Uma pesquisa divulgada pela ANSA em julho de 2026 ajuda a dimensionar esse potencial. Segundo o estudo apresentado no encontro da Confturismo, existem 2.137 municípios de áreas internas com vocação turística, mas apenas cerca de 16% deles — aproximadamente 350 municípios — conseguem atualmente expressar seu potencial de maneira considerada eficaz. (ANSA.it)

A estimativa é que um crescimento sustentável dos fluxos nesses territórios possa gerar, nos próximos cinco anos, cerca de 1,6 bilhão de euros adicionais em PIB e 14 mil novos postos de trabalho. (ANSA.it)

Ou seja: estamos falando de turismo, mas não somente de turismo. Estamos falando também de desenvolvimento local e de uma maneira mais equilibrada de fazer com que os benefícios da atividade turística alcancem diferentes partes do território.

E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo. Quando você deixa um pouco de lado a lista tradicional de “lugares que preciso conhecer”, começa a descobrir um leque de outras possibilidades: uma pequena vinícola, uma oficina artesanal, um restaurante que preserva uma receita familiar, um mercado local, uma festa tradicional, uma igreja escondida, uma estrada entre montanhas, um produtor de azeite ou até mesmo uma conversa inesperada em uma praça.

Nada disso precisa aparecer entre as atrações mais fotografadas da Itália para fazer parte de uma grande viagem. Talvez esteja justamente aí a diferença entre visitar um lugar e vivenciar um território: permitir-se novas experiências e descobrir tudo o que elas podem transformar na maneira como enxergamos uma viagem.

Foto: Divulgação | Direto da Itália

Você não precisa abandonar seu roteiro tradicional, basta manter a mente aberta

É importante fazer uma distinção: undertourism não significa abandonar Roma, Veneza ou Florença. Se você sonha em conhecer Roma, vá a Roma. Se Veneza está na sua lista, conheça Veneza. Se quer admirar as obras de Michelangelo em Florença, não há motivo para abrir mão disso. O undertourism não precisa ser uma oposição ao turismo tradicional; pode ser um complemento. Imagine, por exemplo, uma viagem que combine alguns dias em uma grande cidade com outros dias em um município menor. Em vez de passar dez dias tentando encaixar dez destinos famosos, talvez seja interessante permanecer mais tempo em uma região e explorar aquilo que existe ao redor. Você pode conhecer o cartão-postal e, depois, descobrir o território que existe além dele. Vá à Veneza, mas não pense que a sua viagem pela região precisa terminar em Veneza. Conheça Florença, mas reserve um tempo para olhar para a Toscana que existe além do centro histórico. Visite Roma e, quando possível, descubra também pequenas localidades do Lácio. É uma maneira diferente de montar um roteiro e, em muitos casos, pode ser também uma maneira mais tranquila de viajar. Não existe uma fórmula única para encontrar destinos menos turísticos na Itália, mas algumas escolhas podem mudar completamente a experiência. Uma delas é simplesmente olhar além das cidades mais famosas. Pesquise pequenos municípios e borghi da região que você pretende visitar e veja quais possuem patrimônio histórico, gastronomia, vinhos, natureza ou tradições que despertem seu interesse. Outra possibilidade é procurar experiências. Em vez de pesquisar somente “o que fazer em determinada cidade”, procure também por produtores locais, mercados, vinícolas, oficinas artesanais, festas tradicionais, rotas gastronômicas e atividades ligadas ao território. E existe ainda uma mudança simples, mas poderosa: diminua o ritmo. Uma viagem pela Itália não precisa ser uma competição para descobrir quantas cidades você consegue visitar. Às vezes, ficar três dias em uma pequena cidade pode proporcionar muito mais contato com o lugar do que passar apenas algumas horas tentando cumprir uma lista de atrações.

Talvez esse seja justamente um dos maiores méritos do undertourism: nos fazer olhar novamente para algo que sempre esteve ali. A Itália dos grandes monumentos não desapareceu, e nem precisa desaparecer. Mas existe uma Itália inteira entre um cartão-postal e outro. Uma Itália de pequenas comunidades, histórias familiares, receitas regionais, vinhos, artesãos, paisagens, festas, pessoas e lugares que talvez você nunca tenha visto em uma propaganda de viagem. E os números recentes mostram que essa Itália menos evidente possui não apenas valor cultural, mas também um potencial turístico e econômico significativo. As projeções para os pequenos municípios e as análises sobre as áreas internas apontam para uma possibilidade de distribuir melhor os fluxos turísticos e criar novas oportunidades para os territórios. (Demoskopika)

Mas existe uma cautela importante. Não precisamos transformar cada pequeno borgo em uma atração turística de massa. Se o objetivo do undertourism é justamente buscar experiências mais equilibradas, a expansão precisa acontecer com planejamento, infraestrutura e respeito às comunidades que vivem nesses lugares. Caso contrário, o destino que hoje é procurado por ser tranquilo poderá amanhã enfrentar exatamente os mesmos problemas dos lugares dos quais os viajantes estavam tentando escapar.

Talvez seja esse o ponto mais interessante de tudo. O undertourism não precisa ser entendido como uma moda ou como uma tentativa de encontrar o “novo destino secreto” da Itália. Ele pode representar simplesmente uma mudança de olhar. Em vez de perguntar apenas “o que eu preciso conhecer?”, começar a perguntar “o que eu gostaria de viver?” Essa pequena mudança pode transformar completamente um roteiro. Porque a Itália é muito maior do que seus cartões-postais. Roma, Veneza, Florença, Milão e tantos outros destinos famosos continuam merecendo ser conhecidos. Mas existe uma Itália inteira esperando entre eles. E talvez a próxima viagem seja justamente uma oportunidade de descobri-la.

A Itália não termina onde termina o cartão-postal.

Undertourism na Itália: descubra uma Itália além dos destinos tradicionais